28 de jun de 2013

O tarô e a sexualidade ... A carta da força



Esta é a bela carta da força(desejo) no tarô de Aleister Crowley, uma mulher nua montada num ser meio leão, meio humano. Uma carta de simbologia fortíssima ligada ao prazer e ao sexo.

Muito eu tenho falado aqui a respeito dos relacionamentos, salientando a parte afetiva, os comportamentos e o amor, mas é muito importante falar a respeito do sexo, afinal é um elemento essencial em qualquer relacionamento.

Esta carta fala da total entrega e sensação de plenitude de um ser a respeito de sua sexualidade. Observe como a mulher se sente parte do leão, ela integra, se funde formando um só ser. Vemos então a representação de uma pessoa que está totalmente de bem com sua sexualidade, alguém sem travas, sem bloqueios morais, uma pessoa que enxerga sua sexualidade como parte de si mesma e que possui grande energia, um forte poder de atração, pois uma vez que sua sexualidade é encarada de forma natural essa pessoa emana sensualidade com a mesma naturalidade também. Veja bem, não falo aqui de vulgaridade, o que notamos nas ruas tão comumente, pois a vulgaridade expressa uma sexualidade que não está sendo encarada naturalmente, é uma sexualidade forçada, exposta e que denota falta de equilíbrio neste aspecto da carta da força, outra forma de desequilíbrio é a timidez em excesso, o recato moralizado, a negação da sexualidade perante o preceito do pecado. São os dois opostos da balança.

Vou salientar então o que a carta da força traz de mensagem para o sexo: a comunhão entre o seu lado humano e seu lado animal, a aceitação dos desejos, a forma natural de se manifestar o desejo, a entrega e o total entendimento de que quer e necessita de prazer.

Para fechar bem esse texto, nada melhor que assistir esse vídeo...








Drika Gomes









26 de jun de 2013

Esperando na janela... Quando você apenas vê a vida passar

Você tem a sensação de ver a vida passar e não se sente a vivendo? Acha que as coisas estão paradas e simplesmente nada acontece para você? Não tem vontade de sair, de ver gente e falar com as pessoas? Cuidado! Esta é a síndrome do "esperando na janela".  Igualzinho a um animal que se acostumou a viver enjaulado, o seu mundo passa a ser apenas aquele pequeno espaço dentro da jaula, para você pode ser seu apartamento, sua casa ou até mesmo seu quarto.

Entendo que é muito triste estar numa situação como esta, a sensação de vazio passa a ser uma companhia constante, isso incomoda e por um tempo vai querer culpar os pais, o (a) namorado(a), a sogra,  o periquito e de repente perde a vontade de encontrar culpados porque você se acomodou, colocou cadeados imaginários nas portas, encheu as ruas de fantasmas e monstros perigosos, tudo para justificar suas fraquezas e sua falta de coragem de viver. Melhor não arriscar, melhor não sair de casa, então vai para a janela assistir a vida que se negou a viver, a janela é algo que hoje se extende aos aparelhos de celular, a internet, a tv...

Então pergunto: por que acha que nada acontece de interessante em sua vida? Por que será que não é feliz no amor? Por que acredita que não consegue um emprego melhor? A resposta é simples: Porque você está morta(o)! Chocante isso? É para ser mesmo, afinal não basta respirar para se estar vivo, só vive quem está na vida e para estar nela é preciso ação, movimento, emoções... sentir o coração bater mais forte por alguma coisa ou alguém, se envolver com pessoas e em situações, é preciso ter histórias para contar. Você tem?



Drika Gomes
Taróloga e numeróloga


20 de jun de 2013

A carta do Mago - A outra face

Gostei muito desta imagem que encontrei mostrando o Mago de costas, pois em todas as cartas de tarot a figura do Mago é vista de frente, como se estívessemos ali na platéia assistindo as suas grandes facetas e esta carta aqui vem exibir o lado que não é mostrado, o lado oculto do mago, aquilo que ele não deseja que os outros vejam. Gostei, particularmente, do macaquinho escondido - o assistente  facilitador do Mago.

A carta do Mago fala dos aspectos dinâmicos existentes nas pessoas, a capacidade de se sair bem numa situação complicada, o modo ágil de resolver problemas, a grande dose de persuasão que faz com que os outros enxerguem aquilo que ele quer que vejam. Então como é que o Mago pode ser encarado do ponto de vista moral? Seria ele um ser capaz de lidar com forças elementais e assim transformar a realidade? Ou seria ele um aproveitador, malandro e falsário que por meio de artimanhas e esperteza ilude as pessoas?

Nesta figura vemos a imagem do macaco, que representa no aspecto psicológico as práticas de malandragem, enganação e o espírito matreiro.



Levando o Mago para o mundo do cinema, temos aqui Jack Sparrow, um personagem repleto de astúcia, sempre conseguindo sair das situações mais difíceis com seu famoso jeitinho de malandro, sua magia está exatamente na sua capacidade de persuadir e iludir as pessoas em sua volta, com a intenção, nem sempre clara, mas indubitavelmente real, de obter vantagens em troca. Ele espelha esse lado não tão honroso, porém não menos sedutor, do Mago.

Quantas pessoas não conhecemos que são dotadas destas características do Mago? Companheiros de trabalho, amigos, pessoas da família... Essas pessoas são um tipo encantador, muito embora saibamos que são pouco confiáveis, porém o encanto delas consegue ser tão eloquente que facilmente nos deixamos levar por mais uma de suas facetas.

O Mago realmente é um ser para ser admirado e dele não podemos tirar o crédito de suas habilidades, é um ser que nasceu para o palco, para ficar no centro das atenções, para nos entreter e nos fazer acreditar nas ilusões.

Nós possuímos todos os arcanos do tarot intrínsecos em nossa alma, então vai aqui uma pergunta: Como anda o seu Mago interior?


Drika Gomes
Taróloga e numeróloga






19 de jun de 2013

Tarot e a carta do enforcado - O sentimento de sacrifício

Na vida nem sempre fazemos tudo aquilo que sentimos vontade, nem sempre agimos de acordo com nosso desejo e nossa alma, muitas vezes nos vemos diante de situações em que a vida nos coloca onde somos obrigados a agir de acordo com a expectativa de outros, se não for obrigação é por senso de responsabilidade. 

Quantas pessoas não trabalham exercendo funções que não gostam, que não têm a ver com sua alma, mas mesmo assim o fazem simplesmente por não ter outra opção? Quantas pessoas não acordam todas as manhãs se lamentando de mais um dia em que precisarão entrar numa sala e sentar à uma mesa para cumprir uma jornada de trabalho cansativa e estressante? Quantas pessoas não se lamentam dia após dia por viverem num relacionamento desgastado, complicado e triste, mas continuam por acreditarem que é o melhor para os filhos, para o parceiro, enfim...

As situações da vida que nos colocam no estado da carta do enforcado são inúmeras e cada um tem consigo ao menos um motivo para permanecerem nesta situação. A verdade é que mesmo sofrendo, mesmo sendo difícil, existe algo a se lucrar com essa atitude, algum benefício, quase sempre voltado aos outros, é o que motiva continuar na dura jornada.

A carta do enforcado vem falar a respeito dos sacrifícios voluntários, daquilo que fazemos porque queremos, porque sabemos que algo de bom virá depois de tanto sofrimento.

Muitas pessoas permanecem em relacionamentos infelizes por pensarem na família, nos filhos, pois acreditam que aguentar a situação vale a pena para não desestrututrar o lar, mas eu pergunto: até que ponto é válido esse sacrifício?

Se por acaso encontra-se num emprego que não gosta, que não suporta a idéia da segunda-feira chegar e mesmo assim vai, com pesar e continua fazendo a mesma coisa e se queixando, pergunto: o que te prende?

Se está num momento em que se sente obrigado(a) a fazer algo que não deseja e mesmo assim você faz de mal gosto, com revolta e amargor, pergunto: por que não desiste?

A carta do enforcado nos convida a refletir no por quê de nos permitirmos o sacrifício. Avaliar se vale a pena, analisar o que estamos proporcionando de bom para nós mesmos e para os outros, considerar a hipótese de desistir, de abrir mão e buscar por aquilo que realmente fale ao nosso coração.

Um ato de sacrifício é muito válido, desde que estejamos de bem com ele, desde que o realizemos sem pesos no peito, desde que seja realmente algo que possamos encarar como sagrado ofício (sacro ofício = sacrifício).


Drika Gomes

Taróloga e Numeróloga

18 de jun de 2013

Afinidades - A busca por um relacionamento de qualidade

Costumo dizer que os relacionamentos não são complicados, nós é que somos. Se observarmos na natureza, leões se relacionam com as leoas, cavalos com as éguas, coelho com a coelhinha... Ninguém jamais viu uma girafa se relacionar com um tamanduá, nem uma elefanta com um bode, isso pode parecer jocoso, mas reflete o meu raciocínio a repeito da afinidade.

O ser humano possui muitas facetas, assim como no reino animal existe uma diversidade de espécies, no reino do homem o mesmo acontece, porém em diversidades psicológicas, comportamentais, sociais e intelectuais. O fato é que somos diferentes e mesmo dentro dessas nossas diferenças, podemos encontrar pessoas semelhantes, que pensam e agem de modo parecido com o nosso. É certo que quando convivemos com um grupo de pessoas que possuem quase os mesmos gostos, que enxergam a vida de maneira muito parecida com a nossa, que o convívio é harmônico, produtivo e interessante. O mesmo raciocínio segue para os relacionamentos amorosos, pois quanto maior for a afinidade existente entre um casal, muito melhor será a qualidade desse relacionamento. Os opostos podem até se atrair, mas não conseguem conviver, compartilhar e desfrutar de uma vida em comum de uma forma tranquila.
Ouço muito de minnhas clientes suas queixas no amor, reclamando dos parceiros, comentando a respeito das dificuldades de entendimento e da ausência total de aceitação um do outro e quando começo a me aprofundar na consulta, vou percebendo o quanto são diferentes e é nítido para mim constatar que se trata de um relacionamento entre uma leoa e um camelo, ou de uma borboleta com um urso, não se encaixam, não funciona, não tem jeito. Insistir em relacionamentos assim, com pessoas de personalidade e comportamento tão opostos, só traz desgaste e irritação. 
É muito romântico acreditar na união dos opostos, mas isso é para novelas, poemas e canções, pois na vida prática não dá! Não serve, não adianta. É perda de tempo. Mas aí vem aquela história... e no coração quem é que manda? A borboleta pergunta: O que eu posso fazer se me apaixonei por um urso? E digo que se a borboleta se apaixonou pelo urso, foi certamente porque ela passou a dar menos importância para as suas qualidades de borboleta (reflexo de baixa autoestima) e então passou a adimirar aquilo que não possuía, que não fazia parte de sua natureza, durante um tempo a força da atração, que vem da admiração, irá ser suficiente para sustentar esse relacionamento, mas depois a borboleta vai sentir vontade de voar, é a sua natureza se manifestando e o urso certamente ficará contrariado, dizendo que ele não voa e então você também não pode voar,  aí começam os conflitos.

Buscar por afinidades é a forma mais inteligente de se relacionar, mas para que isso aconteça é preciso antes de tudo que a pessoa esteja de bem consigo mesma, que esteja em equilíbrio, com sua autoestima em ordem, amando a si mesma e valorizando a pessoa que é, porque aí então irá fazer questão de encontrar alguém que pense, sinta e aja de acordo com sua essência e natureza, irá buscar por um semelhante.

Afinidade é sentir com.
Não sentir contra,
nem sentir para,
nem sentir por,
nem sentir pelo.
(Arthur da Távola)
 Drika Gomes
Taróloga e numeróloga


4 de jun de 2013

Consultas de tarô com poucos minutos realmente funcionam?

Pessoal, resolvi postar aqui um texto que esclarece muito as dúvidas de dezenas de clientes meus e também de muitos que buscam consultas rápidas, principalmente nos sites de tarólogos que existem na internet.

É certo que a ansiedade hoje toma conta da vida de um número gigantesco de pessoas, e quanto mais ansiosos mais desejam uma solução rápida para seus problemas, pois querem logo resolver o assunto que os aflige, o problema é que, como já dizia minha avó: "Quem tem pressa come crú." O que expressarei aqui apenas diz respeito aos meus pensamentos, a maneira que acredito que as coisas realmente funcionam, portanto sou totalmente contrária a qualquer tipo de consulta de tarô que tenha menos de 30 minutos, pois para meu entendimento é o tempo mínimo necessário para que se estabeleça uma conexão energética entre o cliente e o tarô, principalmente no que se refere às consultas à distância, como as online e por telefone. Com apenas 10 minutos de consulta - se é que se pode chamar isso de consulta - seria o mesmo que se num momento em que você estivesse passando mal fosse se consultar com um médico e esse profissional então te examinasse muito apressadamente, com o estetoscópio para ouvir seus batimentos de forma muito rápida e depois medisse sua pressão em poucos minutos e nisso já teriam se passado 8 minutos, restando apenas 2 minutos para ele fazer uma receita se baseando apenas nos exames rápidos que ele fez, ou seja, ele não teve tempo para perguntar o que você sentia, onde doía, nem para te pedir exames mais detalhados. Você tomaria o medicamento que foi receitado? Pode até ser que o médico, por sua experiência e competência consiga encontrar um certo diagnóstico, mas são raras excessões. Eu mesma trabalho em site onde muitos clientes apenas querem consulta de 10 minutos, ás vezes até menos! E nesse tempo curto, como profissional responsável que sou, alerto o(a) cliente que será o tempo apenas para responder uma ou no máximo duas questões, mas que precisam ser formuladas de maneira muito clara e bem objetiva e quando esse tempo está se esgotando pergunto se o(a) cliente está satisfeito ou ainda tem dúvidas, se tiver, aconselho a comprar mais minutos e continuar a consulta.  (Apenas atendo porque é sistema do site, em consultas particulares o tempo mínimo é de 30 minutos). Não são todos os tarólogos que agem como eu em casos de consultas muito rápidas, portanto, vale sempre o famoso bom senso.

Na pressa e com o desejo de gastar o menos possível em dinheiro, as pessoas são induzidas a comprar consultas ultra-rápidas, com o tempo ali correndo apressadamente e se enganam acreditando que é algo recomendável e seguro. Não há nada melhor que uma consulta mais demorada, onde todos os pontos e dúvidas são esclarecidos, onde terá tempo para compreender os porquês e assim por meio do tarô encontrar soluções melhores para a resolução de suas questões. É preciso pensar se você quer ser bem atendido(a) ou quer uma resposta mágica para aliviar suas tensões?



Drika Gomes
Taróloga e numeróloga