9 de dez de 2015

A Sacerdotisa nos leva a uma retrospectiva

É final de ano e época de retrospectivas, nos canais de tv, nas conversas de rua e principalmente dentro de cada um de nós. 

A carta que escolhi como tema dessa retrospectiva é a Sacerdotisa, é ela que representa tão bem essa capacidade de mergulhar em nosso próprio oceano de sentimentos, experiências e mistérios e com ela iremos viajar juntos em busca de uma reavaliação da vida, um balanço interno que é sempre tão importante para alcançarmos o entendimento e o conhecimento de nossas aptidões e deficiências, sucessos e perdas, tudo isso num estudo mais profundo de quem somos e de quem queremos ser.

Uma pausa, um tempo, um recolhimento... apenas o suficiente para se ter noção de até onde chegamos e de que forma. Promover indagações a respeito dos caminhos escolhidos e dos não escolhidos, viajar no imaginário supondo o que poderia ter sido e não foi - Será que ganhei mais ou saí perdendo? Será que agi de acordo com minha alma ou me permiti ser influenciado(a)?

A Sacerdotisa sempre nos convida à reflexões, a analisar nossos erros, não como forma de punição, mas com a intenção de aprimoramento e evolução. Essa viagem quase nunca é bela, no trajeto dessas águas encontramos alguns monstros que deixamos ali submersos e escondidos e se o desejo de auto-análise é realmente verdadeiro, manter os olhos abertos e encarar face a face esses monstros é a melhor coisa a se fazer, pois o primeiro passo é aceitá-los, eles existem e são nossos, nós os criamos e os alimentamos e não adianta tentar destruí-los, são parte nossa, uma extensão de nós mesmos em outro plano. Chamamos esses monstros de medos, traumas, fantasias, receios e inseguranças e todos eles não deixam nunca de existir, mas se acalmam, perdem a força, ficam menos feios e não nos assustam mais.

A Sacerdotisa vai ao encontro de todas essas criaturas assombrosas, a fim de conversar com elas, olhos nos olhos e tentar saber delas o que as aflige, o que as está causando fúria ou revolta e como boa ouvinte, não julgará, não criticará, apenas vai ouvir silenciosamente e refletir. Desse processo é que surge a compreensão e a percepção de que aquele monstro tem suas razões, sensações e desejos e que é um elemento vivo sofrendo seus incômodos que são causados pela nossa ignorância.

Daenerys (Games of Thrones)

A imagem acima mostra perfeitamente a cena da Sacerdotisa acalmando seu monstro interior. O momento do entendimento de que aquele "ser" a pertence e ela tem responsabilidades sobre ele, não pode simplesmente abandoná-lo, nem ignorá-lo porque em algum momento ele surgirá num ato de revolta podendo causar muitos danos, não pode matá-lo, pois ele é parte dela, o matando sua própria vida perde a força. Melhor ter um monstro que atue ao seu favor do que contra, não é?

Nessa retrospectiva a Sacerdotisa nos aconselha a olharmos muito mais para os pontos mais obscuros e difíceis em nosso comportamento, sentimentos e atitudes do que para os pontos claros e ensolarados.

A grande sabedoria está em aprendermos constantemente, então que essa lição comece desde já, de dentro para fora.















27 de out de 2015

O tarô e os relacionamentos doentios


 Ciúme, desconfiança, possessividade, medos, controle e cobranças mil!!

São esses os famosos "sintomas" quando a doença se instala no relacionamento. Numa ponta do  ring tem um alguém que se sente atormentado, repleto de medos, com a sensação de que está sendo enganado e junto disso tudo vem a triste e miserável companhia do sentimento de inferioridade que traz medo e insegurança, pois é quando a pessoa acredita que ela é tão pequena e sem importância que o(a) parceiro(a) pode facilmente se interessar por outro alguém e cometer uma traição. Na outra extremidade deste ring tem alguém que sente cansado, sufocado e que vive sob uma pressão tão forte que não sente mais prazer em estar perto do opressor, alguém que se sente extremamente irritado, pois tudo que diz ou não é válido ou pode ser interpretado de uma forma totalmente errada, tendo suas palavras usadas contra si na maioria das vezes. Pergunto: Numa luta dessas pode ter vencedor? - Claro que não, os dois perdem!

Sabemos que de acordo com as leis do universo os semelhantes se atraem, portanto, num relacionamento doentio, quase sempre o casal sofre dos mesmos males, pois já vi acontecer inúmeras vezes que quando a parceira era a opressora o parceiro se submetia às opressões, ou seja, de algum modo ele alimentava nela esse comportamento, oferecendo à ela sempre motivos para que ela desconfiasse e continuasse dentro desse padrão doentio. Um caso de dependência emocional de ambas as partes: ela desejando o controle e ele "gostando" de ser controlado. 

Tenho para contar um caso muito interessante de um casal que conheci, ela era extramente ciumenta e sofria com suas desconfianças e falta de fé em si mesma e baixa auto-estima, veio se consultar comigo, por meio do tarô a orientei e mostrei seus pontos fracos e fortes, onde e como ela poderia melhorar como pessoa, ganhar mais força e ter mais luz. Fez tratamentos comigo de mesa radiônica e num prazo até que considerado curto ela conseguiu se fortalecer, se tornou uma mulher de mais atitude, passou a ter mais fé em si mesma, sua auto-estima melhorou tanto que todo aquele ciúme e perseguição que existia no relacionamento deixou de existir e ela então passou a se sentir mais feliz, mais tranquila, cuidando de si mesma, da família, do seu trabalho, amigos. Acontece que alguns meses depois essa pessoa retorna ao meu consultório dizendo que não estava mais suportando o parceiro porque agora era ele quem ficava a controlando, ligando para ela dez vezes por dia, querendo saber onde estava e com quem, desconfiando dela, seguindo os passos dela e a vigiando como se ela fosse uma criminosa. Ele era tão inseguro quanto ela e de algum modo enquanto ele se sentia perseguido ao mesmo tempo se sentia mais seguro, pois as cobranças e ciúmes da parceira davam a ele a certeza de que ela o queria, de que ela o desejava e que dedicava à ele (mesmo que de forma doentia) boa parte do tempo que ela tinha, isso dava a ele "tranquilidade", ela o irritava com as reclamações, chantagens e brigas, mas eram nesses comportamentos que ele sentia segurança dos sentimentos dela e sendo assim ele sabia que ela não iria ter olhos para outro. No momento em que ela mudou o comportamento e passou a confiar mais nela mesma, não mais demonstrando ciúme, nem sentimento de posse, esse homem se desequilibrou, ele perdeu a sustentação e literalmente trocou de lugar com ela. Essa minha cliente quando me procurou pela primeira vez havia comentado a respeito desse circulo vicioso que mantinham há vários anos; quando não era um o ciumento, era o outro, mas sempre com brigas, com desgaste e ofensas e ela queria "se curar" da doença e de fato foi curada, mas o problema ainda existia no parceiro, que por sua vez, mesmo com o tratamento de radiônica que fizemos à distância para ele, não conseguiu e não quis mudar ( a pessoa precisa querer mudar)  foi então que ela, equilibrada e forte, entendeu suas reais necessidades e pôde então fazer uma escolha de vida de forma sensata e inteligente, ela entendeu que aquele não era mais o tipo de relacionamento que ela queria e de forma muito tranquila ela saiu desta relação doentia e meses depois eu soube que ela estava num novo relacionamento, muito diferente e satisfeita.

Os relacionamentos doentios cansam, minam as energias e não trazem absolutamente nada de bom. Para sair de uma situação dessas é preciso ter vontade de mudar, é preciso arregaçar as mangas e pensar: - Vou em busca da minha felicidade!

A consulta de tarô sempre mostra as causas, os motivos reais de se estar passando por uma determinada situação e os tratamentos terapêuticos associados como: numerologia, mesa radiônica, terapia com cristais, terapia do equilíbrio dos chakras, são indicados para sanar o problema e trazer à sua vida a serenidade e equilíbrio que precisa.

É importante chegar ao entendimento primeiro para depois haver uma tomada de atitude.










26 de out de 2015

O diabo de cada um de nós

O diabo de cada um de nós

Será o diabo uma representação do mal? Vamos entender melhor o significado deste mal?

Escolhi essa imagem na internet, pois traz justamente a visão que quero comentar aqui, afinal, a figura do diabo na mente das pessoas é em geral de um monstro horrendo e chifrudo, algo assustador, que nos mete medo e faz com que a gente deseje estar muito longe dele.

Olhem só para esta figura, não é tão assustadora assim, é? Vejam que homem sarado, sexy e que me mostra um poder instigante e uma força máscula que chama a atenção... É ou não é um sujeito bem atraente?

Quero salientar que me refiro aqui a imagem mítica do diabo, sem colocar em questão religiões ou qualquer outro tipo de dogma que a ele se refere, é uma visão do diabo, segundo seus muitos significados na psicologia e na mitologia do tarot. 

Quero muito desmistificar um pouco os receios de muitos que observam o diabo apenas como um elemento negativo que deve ser expulso, aniquilado, exorcizado de nossas vidas, mas preciso dizer que não é nada inteligente arrancar de nós esse ser que faz parte de tudo que somos porque ele está integrado à nossa essência. É ele que rege nossos impulsos, nossos desejos, nossa libido, nossa fome em todos os sentidos da vida, é ele que nos proporciona o prazer. Viver sem ele é como viver sem entusiasmo, viver sem tesão e sem recompensas, entendem?

O equilíbrio é sempre a chave mestra para tudo na vida e isso vale pro nosso diabão também. Se dermos a ele total liberdade e deixarmos ele dominar nossas vidas, então ele vai fazer uma perfeita festa de arromba contigo, vai te colocar em muitas ciladas e isso não vai ser nada legal. Então, vamos dar a ele um espaçosinho, mas controlado, ok? É preciso pensarmos nesse nosso diabo interno como se ele fosse uma criança que não tem ainda noção do certo e do errado, que ainda não sabe o que é moral ou imoral, o diabo é desvairado, hein? Ele só quer prazer, diversão, luxúria. É uma energia egocêntrica, então ele não vai querer favorecer ninguém, não tem piedade, tudo é pra ele e por ele. É a nossa consciência que vai guiar esse diabo interno, é  o seu discernimento que vai dizer ao seu diabão gostoso aí o que ele pode e não pode fazer, com isso, deixando ele se manifestar durante a vida, conseguimos nos manter inteiros e vivos!


É o  nosso diabo interior que se manifesta quando nos apaixonamos, é ele que se mostra quando nos lançamos aos prazeres em todos os aspectos, é ele que vem quando a autoestima começa a crescer e dá aquela vontade de cuidar do corpo e de se achar mais atraente. É ele que manifesta quando estamos exalando sensualidade por todos os poros e quando estamos desejando obter ganhos, lucros financeiros, ganhando dinheiro. Olha só como tem coisas boas que ele faz por nós.

Aqueles que exorcizam seus diabos, podem reparar, são pessoas mal humoradas, deprimidas, apagadas e sem graça, claro, né? Tire todo o prazer de sua vida e veja como vai ficar. Vai ficar parecendo uma manga chupada e seca!

Quem cuida do seu diabo são pessoas atraentes, envolventes, que se cuidam e estão sempre vivendo a vida, se apaixonando por pessoas, trabalho, situações e que movimentam suas vidas  em vários sentidos fazendo a roda girar. Acontecem sempre coisas novas e diferentes e costumam parecer jovens de alma e de aparência.

Pense bem em como anda tratando essa energia em você. Deus faz parte de nossa essência também, a nossa partícula divina - texto para outro artigo. As duas energias em nós são importantes, se complementam como yin e yang, o dentro e fora, o claro e o escuro. Viver apenas com um e sem o outro faz com que a gente fique aleijado energeticamente.



Taróloga Drika Gomes



Será só imaginação? - A carta da Lua

Quero falar hoje um pouco a respeito das nossas fantasias, nosso mundo imaginário e da capacidade que temos de criar sonhos e ideais e que pode, sim, ser uma armadilha quando passamos a acreditar mais nos sonhos do que na realidade.

A carta da Lua no tarot, além de vários outros significados, vem trazer também a mensagem de algo que nos inebria e encanta, daquilo que nos leva para um estado de êxtase e nos coloca em contato com nossas ilusões mais profundas.

O aspecto da Lua surge em nós toda vez que nos apaixonamos, aquela fase inicial em que tudo é lindo, mágico e perfeito, nada mais é do que um estado de ilusão que nos fascina. É natural que uma pessoa apaixonada veja o ser amado como alguém perfeito, uma pessoa especial, a alma gêmea... Geralmente, o que ocorre é que a pessoa não é tudo isso, o que acontece é que o apaixonado projeta no outro as imagens das suas fantasias, das suas expectativas, dos seus desejos mais lindos e intensos.

A Lua coloca em nosso olhar uma magia que enfeita de estrelas e luzes brilhantes o mais comum dos seres e nos faz acreditar que é a realidade, mas é bom se iludir, é bom sonhar, é bom se encantar... se não fosse tão bom não iríamos nos sentir tão felizes e plenos, não é mesmo? O perigo da Lua é quando não permitimos que o encantamento passe, pois a Lua tem fases e precisamos deixar que essas fases aconteçam e nos conduzam para o caminho da próxima carta do Tarot que é o Sol, que traz a clareza, o discernimento, a visão nítida da verdade de todas as coisas.

Viver a ilusão é natural e faz parte do nosso processo de evolução, mas viver de ilusão é prejudicial, nos bloqueia, nos cega e limita nossos passos para o crescimento e entendimento da vida.

Vive a ilusão quem se apaixona, se encanta, mas com o passar do tempo percebe que o ser amado também tem falhas e dificuldades, que é humano como nós e assim o aceita e compreende ou então se desencanta e finaliza o processo da ilusão.

Vive de ilusão quem vê no outro uma divindade, um ser perfeito, magnético e especial, alguém em quem não vê erros, nem falhas, uma pessoa que julga ser muito melhor que você e quando então começa a se formar uma dependência.

É preciso sair do mundo da Lua. A Lua é apenas um estágio, uma passagem...

O fascínio da Lua acontece em vários níveis e diversas áreas da vida, sempre com a intenção de nos encantar, pois se não estivermos encantados não nos envolvemos, não oferecemos abertura e a vida não flui. A intenção da Lua é nos manter cativados por algo ou alguém a fim de que possamos abrir a próxima porta, escolher caminhar por um novo caminho e assim prosseguirmos nossa jornada.

O encantamento é útil e necessário, mas por um momento, pelo período suficiente que nos levou a entrar e dar os primeiros passos depois da porta e então, a vida nos convida a abrir bem os olhos e enxergar nitidamente onde estamos colocando os pés, nos oferece o Sol para clarear o caminho e assim podermos escolher se continuamos naquela mesma caminhada ou escolher abrir uma outra porta.





23 de set de 2015

Porque é tão difícil confiar no invisível?

A vida exige de nós que estejamos sempre ativos, prontos para o que der e vier, com força, garra e coragem para enfrentar todos os obstáculos. Crescemos aprendendo que é preciso persistir no que queremos, que não podemos medir esforços para alcançarmos nossos objetivos e que lutar incansavelmente por algo é sinônimo de fortaleza e determinação que nos levará a alcançar nossos ideais.

Claro que é sempre positivo manter uma postura forte e corajosa, mas muitas vezes, esse tipo de comportamento nos condiciona a acreditar que tudo depende exclusivamente de nós, que devemos carregar o compromisso e a responsabilidade de todos os nossos desejos sobre nossos ombros, nos consideramos auto-suficientes, carregando então sozinhos, o peso disso tudo que com o passar do tempo nos cansa, nos estressa, nos deixa frustrados por não conseguirmos o que queremos do jeito e no tempo que desejávamos. Vem então a sensação de impotência e incapacidade que nos desaponta totalmente e é nesse momento que olhamos para o abismo e nos vemos sem rumo, repletos de perguntas do tipo: O que eu fiz de errado? Porque não deu certo? 

Por mais que tenhamos fé em uma força superior, a pressão do mundo e da realidade cobra de nós o tempo todo atitudes diante da vida e deixar de nos esforçar, de correr atrás e encarar a maratona mais uma vez para ficar de braços cruzados, apenas orando, meditando ou fazendo rituais, confiando que uma força invisível pegue todos os nossos desejo e os realize, de repente pode parecer ilusão, pura utopia e pode nos fazer sentir tolos.

Para quem aprendeu desde muito cedo que o destino apenas está em suas mãos, a tarefa de confiar no invisível pode ser muito difícil, mas não é impossível, desde que se chegue a um entendimento maior da vida, de que ninguém está sozinho nesse mundo, digo em âmbito espiritual, pois a espiritualidade existe, independentemente de qualquer crença.

Confiar no invisível é ter a certeza de que existe algo além de nossa inteligência e compreensão, que nos ajuda, nos apoia, nos proporciona intuição. Essa energia pode ser chamada de Deus, de anjos, de mentores, de guias, tanto faz a denominação, o que realmente importa é nos permitirmos receber a ajuda e nos conectarmos com ela. Pode parecer estranho alguém não querer recebê-la, quem não quer ser ajudado? Na verdade não é que não se queira, simplesmente não se permite. Isso acontece quando resolvemos carregar nos braços o peso de todas as dificuldades, quando acreditamos que tudo apenas depende de nós. Se a gente toma posse dos problemas a espiritualidade não consegue agir, por isso é tão importante que haja uma entrega, mas é uma entrega emocional em primeira instância, é mais ou menos como carregar 50 quilos de farinha nas costas e depois de entregá-la nos sentirmos aliviados, respirando bem fundo e retomando as forças. É essa a sensação emocional e física que precisamos sentir quando resolvemos confiar no invisível e não significa de forma alguma ficar de braços cruzados, a nossa parte a gente precisa fazer, mas é preciso entender até onde vai a nossa parte - qual é o limite? Para isso a gente precisa prestar atenção na vida e se questionar onde fica o ponto que a coisa trava, qual é o momento em que você sente que por mais que faça, nada flui? Justamente nesse ponto é o seu limite, daí para frente passe a bola ao invisível e confie porque as energias sabem exatamente onde essa bola precisa chegar. Mais importante ainda é que fique bem, se sinta leve, despreocupado e totalmente convencido de que sua parte foi muito bem feita e que o invisível age formando com você uma equipe, onde um começa e outro dá continuidade, pode chegar o resultado muito rapidamente ou não, mas quando esse trabalho em equipe é bem realizado o resultado sempre chega.








17 de set de 2015

Carta 10 de paus - O esgotamento

Hoje, dia do meu aniversário, logo cedinho peguei uma carta do meu tarô para ser meu conselho do dia, imaginei que viria uma bela carta me fazendo um afago ou coisa assim, mas eis que vem à mão dez de paus. Não é uma carta de elogios e flores, mas sim um belo puxão de orelha, aquela chacoalhão que um bom amigo faz para te acordar, sabe?

Dez de paus, nesta quinta-feira veio me dizer que ando exigindo muito de mim, querendo carregar as responsabilidades de tudo sozinha, sentindo nos ombros o peso de um fardo que eu acredito que devo carregar e isso tem me deixado cansada, esgotada e muito decepcionada. VERDADE ABSOLUTA!

Esta carta vem mostrar a necessidade de sermos mais leves na vida e não querermos assumir sozinhos todos os problemas, precisamos contar com ajuda, com apoio, seja de outras pessoas ou da espiritualidade, pois nunca estamos sozinhos.

Muitas vezes acreditamos que quanto mais nos esforçarmos para atingir um resultado, mais fácil ele chega, infelizmente não é sempre assim, essa energia toda pode bloquear algo que precisa vir com mais suavidade na vida. Sair dessa energia densa do dez de paus é simples, mas requer de nós um movimento, um passo para atrás, abandonando essa situação e voltando ao Ás de paus (energia de recomeço) ou dando um passo a frente, adquirindo uma força mais positiva, chegando Á Princesa de paus ( energia criativa).

Não dá para assumir esse peso de responsabilidade e ficar bem, por isso à mim serviu muito bem esse conselho, me fazendo enxergar que é hora de saltar para a Princesa de paus, enxergar a situação de um prisma mais positivo, tomando atitudes diferentes, contando com meu poder para aceitar ajuda e não carregar sozinha o peso de todas as minhas intenções. Contar com a espiritualidade acima de tudo, deixar que o universo faça sua parte e com isso conseguir mais leveza na vida.







16 de set de 2015

Como o tarô pode ajudar no seu dia a dia?

Que bom que todos os dias podemos fazer escolhas e desta forma fazer nossa história acontecer. O destino tem sim sua importância nas tramas da linha da vida, mas uma coisa é a verdade nua e crua: Nossos caminhos quem os escolhe somos nós mesmos!

Escolher a trilha por onde seguir nem sempre é tarefa fácil, pois o medo do desconhecido é um fantasma real que precisamos exorcizar se quisermos seguir adiante, é nessa hora que o tarô é útil porque ele vem desvendar um pouco de todos esses mistérios e passar mais segurança, mais confiança, ajudando nas suas decisões. Ninguém quer fazer escolhas que prejudiquem o futuro ou que tragam resultados indesejados, o tarô então mostra cada escolha e suas consequências, as possibilidades tanto positivas quanto negativas de cada opção e dessa forma, munidos de informações preciosas é possível ponderar e encontrar o melhor caminho.

  • O clima está complicado no trabalho, a pessoa tem a sensação que pode ser demitida a qualquer momento, isso se torna um incômodo porque traz insegurança e agora o que fazer? Esperar até que a demissão venha ou começar já a ir buscando outro emprego? 

  • Deseja começar um negócio, abrir uma empresa e não sabe se pode confiar naqueles possíveis sócios e agora como proceder? 

  • O relacionamento está confuso, brigas, desentendimentos, sensação de insegurança... Será que deve continuar a investir nessa relação ou cair fora?

São variados os motivos e as questões, o tarô surge como um aliado trazendo mais clareza, mostrando a verdade de todas as situações, livre dos fantasmas da imaginação, dos tormentos do medo do futuro, o tarô chega para fazer com que veja o que realmente existe pela frente.

Costumo dizer que é uma delícia ser surpreendido na vida, pois muitas vezes precisamos deixar o acaso agir, sem tanta preocupação com o futuro. O tarô é útil para nos ajudar a dissolver conflitos e nos tirar um pouco da angústia das incertezas, principalmente naquelas situações mais incômodas e que nos tiram o sono, não deve ser utilizado para qualquer coisa ou qualquer circunstância, pois isso tiraria de nós o poder de agirmos por conta própria no dia a dia.

O tarô traz o benefício do conhecimento que deve ser bem administrado e de forma respeitosa, pois é um oráculo que está aqui para nos ajudar a todos, desde que saibamos dele fazer bom uso.










6 de ago de 2015

Dependência emocional

Um ama demais, o outro não corresponde, um se doa demais, o outro não oferece troca, um tem expectativa demais, o outro nem se importa.

Viver um relacionamento assim é estar fadado ao sofrimento, angústia e incertezas e mesmo diante de um cenário tão difícil as pessoas ainda querem insistir, não conseguem se desprender dessa relação que mais traz desconfortos do que prazer. É praticamente uma dependência emocional e toda dependência é ruim, assim como as drogas, a pessoa sabe que faz mal, mas não consegue ficar sem porque de alguma maneira, em algum momento existe um bem estar, um alívio passageiro, um instante de alegria, são as migalhas de afeto, os poucos momentos em que o outro mostra algum interesse, um e-mail respondido em meia dúzia de palavras depois de longos dias de espera, uma mensagem simples e seca no celular que a pessoa cisma que tem intenções e emoções sublimes que apenas ela decifra, uma curtida numa foto que  se transforma num carinho, num afago para o coração. São pequenas gotas de água que não servem para matar a sede, mas oferecem a ilusão, a expectativa de que um dia essas gotas possam encher um copo.

Não é amor que se sente quando se envolve numa relação sem troca, o que sente é dependência, é necessidade, é um estado quase desesperado de receber alguma atenção no qual o outro se torna o objetivo de vida, tudo que importa e ocupa os pensamentos vinte e quatro horas.

O segredo está em nós mesmos, a dependência só existe quando há buracos emocionais, quando não cuidamos do nosso amor próprio, quando a autoestima cai e quando deixamos de acreditar em nossos valores. Quando se consegue tirar do outro a responsabilidade por nossa felicidade e bem estar, tudo muda, nos tornamos fortes, capazes e inteiros, a dependência deixa de existir, não desejamos mais pessoas confusas, complicadas e frias, passamos a buscar pessoas que nos agreguem algo, onde haja troca de sentimentos, compromisso e cumplicidade.











14 de jul de 2015

Por que meus relacionamentos não dão certo?

Essa é uma pergunta que muitos se fazem, mas nem sempre estão preparados para ouvir a resposta. 

Quando um relacionamento termina é muito comum ver no outro todas as culpas e todos os motivos para que não tenha dado certo e a maioria realmente se sente a grande vitima da história, sai gritando aos quatro cantos do mundo o quanto foi enganada, injustiçada, se lamenta e se pergunta por que nunca dá certo, por quê?

Que tal uma grande verdade? Será que suporta?

Nunca dá certo por culpa SUA! É isso mesmo, não tape os ouvidos não, nem feche os olhos! Tenha coragem e leia esse texto até o final. Enfrente sua verdade. Melhor olhar para seus erros do que ficar chorando o tempo todo procurando quem sinta pena de você. Se fazer de coitadinho(a) não vai te ajudar em nada. Quem se faz de coitado vira pano de chão!

Não sei quais foram seus erros, mas pode ter certeza que você pisou na bola e feio, muitas vezes. Você não é perfeito(a), ninguém é, partindo deste princípio assuma pra si que teve responsabilidades nesse término, nem tudo foi culpa da outra pessoa e é obvio que você de alguma maneira colaborou para que o relacionamento chegasse ao ponto que chegou.

Uma mulher reclamava que todos os seus namoros nunca duravam e assim que ela começava a se apaixonar eles terminavam com ela. Dizia que eles sumiam, não procuravam mais, não atendiam os telefonemas, viravam pó! - NENHUM HOMEM QUER NADA SÉRIO - Era o que ela acreditava fortemente.

Ela queria saber os por quês e na consulta tudo foi revelado à ela. Se ela acreditou ou não, se ela aceitou ou não, se entendeu os motivos ou não, não sei dizer, mas o que posso dizer é que ela ao menos ouviu o que nunca ninguém disse e o que jamais ela teve coragem de perguntar a si mesma. Ali naquela consulta foi mostrado à ela que toda vez que se apaixonava, ela deixava de ser ela mesma para se tornar quem o amado queria que ela fosse, havia uma perda de identidade na qual ela projetava no outro toda a razão da sua existência, o namorado passava a ser mais importante do que ela mesma e ela me questionou se isso era um problema. CLARO QUE ERA! Uma pessoa que deixa de ser si mesma se torna o quê? Uma sombra! Ela perdeu toda a energia que o fez se encantar por ela no começo, quando era ela mesma, tinha seus próprios pensamentos e desejos, quando ela era alguém. A partir do momento que passou a viver para ele, ela se apagou, perdeu o brilho, perdeu o encanto, ele deixou de admirá-la porque não via mais nada nela do que via antes. 

Aos olhos dela ele era o vilão, pois ela fazia de tudo por ele, deixava de lado seus próprios compromissos para assumir os dele, ela sempre tão servil e solícita, sempre que ele queria algo, ela logo se prontificava a fazer por ele ao passo que ele nunca estava disposto a fazer algo por ela - ELE FOI CRUEL E EGOÍSTA PORQUE NÃO VALORIZOU! - Era o que ela dizia.

Na verdade não foi ele que a desvalorizou, ela mesma não se valorizava. Ela se humilhava sem dar-se conta, ele deixou de vê-la como mulher e passou a vê-la como empregada, perdeu a admiração, perdeu o tesão.

Esse comportamento dela revelava o quanto ela sentia medo de perder o ser amado e se iludia acreditando que se suprisse todas as necessidades dele, ele não a abandonaria. Ela agia assim por não se sentir boa o suficiente para cativá-lo e mantê-lo interessado. Sentimentos de inferioridade, desvalor e medo de perder.

Ela precisava fortalecer sua auto-estima, continuar sendo ela mesma e acreditar em próprio poder, acima de tudo entender que não se segura ninguém, que as pessoas permanecem umas com as outras quando se sentem felizes juntas.

Uma outra situação foi de um homem que se apaixonou loucamente por uma mulher mais jovem, a moça estava entusiasmada com ele e feliz, até que um dia ela o traiu, ele descobriu a traição, sofreu muito, mas a perdoou. Ele não conseguia mais confiar nela, porém não queria perdê-la. A moça foi aos poucos perdendo o interesse, se afastando e ele não entendia os motivos, queria entender porque ela o tratava com tanta frieza, já que ele era carinhoso, repleto de atenções e amava.

As cartas mostraram que a moça havia se decepcionado muito com ele, ela se sentia frustrada, mas decepcionada com o quê? - ele perguntava, já que ele nunca tinha feito nada de errado e ela sim.

A decepção da moça vinha das fraquezas de atitudes dele, ela esperava dele mais força, mais determinação, mais firmeza. A falta da firmeza que ela percebia nele, fazia com que ela sentisse que ele era menos viril, faltava masculinidade nele. Ele era doce demais, suave demais, manso demais, emotivo demais e ficou ainda muito mais acentuada todas as características após a traição.

Por medo de perdê-la ele não foi agressivo, apesar de seus instintos pedirem isso, por medo de perdê-la ele não tomou atitudes mais firmes como brigar, xingar, revidar ou até mesmo colocar um fim no relacionamento. Ela esperava por isso, desta forma ela iria admirá-lo, pois veria nele a energia que a cativou no começo, mas como ele cedeu, perdoou e chorou, ela se decepcionou. Ela só esperava que ele fosse ele mesmo.

Esses são apenas dois exemplos que servem para um questionamento interno. Se os relacionamentos não vão para frente, pense um pouco, tente perceber se não há em você um comportamento mutilador da personalidade, repare se você não deixa de ser si mesmo, tente refletir se por acaso não adota o comportamento de ser servil. 

No amor e na guerra é imprescindível que haja personalidade e uma estrutura firme para o sustentar.




















7 de jul de 2015

As previsões não deram certo? Entenda por quê.

Drika Gomes taróloga
Quando alguém procura uma consulta de tarô, com certeza é porque está precisando de uma orientação, porque se sente em dúvida e inseguro em relação ao futuro. A grande expectativa geralmente está na busca de um alívio, a pessoa quer encontrar um fio de esperança, algo que a motive a acreditar que os resultados que tanto deseja são possíveis, é raro que alguém busque uma consulta de tarô sem essas expectativas e isso vem acompanhado de muita ansiedade e uma infinidade de medos.
O tarô irá mostrar então, numa consulta, exatamente aquilo que suas energias estão emanando, irá mostrar as previsões possíveis que cabem dentro do seu quadro emocional e energético e mesmo que as previsões não saiam conforme o que você esperava, o tarô vai te orientar na melhor maneira de agir, vai te mostrar os caminhos para que o seu padrão de energia  ( seus pensamentos e sentimentos) se transforme e então desta maneira, as previsões também irão se modificar. Tudo que acontece do lado de fora é um eco do que se passa do lado de dentro.

Quando numa consulta te é dada uma previsão, mas essa previsão é condicionada, por exemplo:
"- As cartas mostram que ele irá te procurar dentro de um período X, mas para que isso aconteça as cartas mostram que você  vai precisar agir de tal maneira." Ou seja, você está recebendo uma previsão, sim, mas está também recebendo um direcionamento de comportamento e atitude, portanto, para que a previsão se realize existe uma parte que cabe à você e se essa parte não for cumprida, se não houver esse esforço de dentro para fora, as previsões não irão ter força para acontecer.

Geralmente nas minhas consultas eu mostro os dois caminhos para a pessoa: "se você mantiver os mesmos pensamentos, o mesmo comportamento e atitudes as suas previsões serão estas: X, Y, Z, mas as cartas mostram que você pode transformar isso, então se houver seu esforço e dedicação na mudança dos seus padrões as cartas mostram as previsões: A, B, C."

Acontece comumente, depois de um tempo, clientes como estes voltarem lamentando-se de que as previsões não aconteceram, empurrando então toda a responsabilidade da "falha" no tarólogo, acusando: Você errou na previsão! - O melhor a fazer nestes casos é convidar a pessoa a refletir sobre o tema: Tudo bem, vamos entender as causas disso? Aprofundando nas questões vamos ver depois que a pessoa não conseguiu trabalhar no seu processo de transformação, claro que também não é culpa dela, pois as mudanças exigem esforços constantes e para que isso aconteça é preciso que a pessoa esteja fortalecida, esse fortalecimento ás vezes demora para acontecer e é aí que entra a terapêutica da consulta, que é assunto para outro artigo.

Uma cliente certa vez me procurou porque estava há muito tempo desempregada e não entendia por que não passava nas entrevistas de emprego, na consulta mostrei a ela o quanto seu padrão de energia estava em baixa, mostrei que os pensamentos dela de negativismo e autodepreciação tomavam conta do seu campo energético e faziam com que as pessoas ao seu redor a percebessem como alguém sem valor e que se ela continuasse naquela energia não iria mesmo conseguir seu emprego. Na consulta a coloquei muito consciente de tudo e foi mostrado a ela de que maneira ela mesma poderia se ajudar, como ela poderia agir e o que fazer para modificar aquele padrão. Ela então buscou forças no seu interior, fez um tratamento energético comigo e eu percebi dia após dia seus padrões irem se transformando, vi a aura desta cliente ganhando brilho. Ela se transformou por dentro e por conseguinte, a sua vida se transformou por fora, além do emprego que ela tanto queria, encontrou um grande amor como presente do universo.

Se as previsões não deram certo, pense, reflita bem em suas atitudes, o que você fez realmente para que as coisas acontecessem?



Drika Gomes
Taróloga e Terapeuta Holística































16 de jun de 2015

Você se sente rejeitado(a)?

Essa semana foi estranha... mas serviu para uma ótima reflexão que quero compartilhar com vocês. Falo com muitas pessoas, todos os dias e semana que passou houve algo como que uma sintonia do universo, que fez virem até mim pessoas vivendo uma situação semelhante de sentimento de rejeição e pude ver de perto que em todos os casos um comportamento era comum: o vitimismo. Nenhuma delas em momento algum assumia algum nível de culpa ou responsabilidade por estarem sendo rejeitadas e em contrapartida, todas colocavam nos outros todo o peso de seus problemas e dores. 

O fato mais interessante é que se sentaram diante de mim no início da consulta com olhos tristonhos, ombros caídos, quase que me implorando:" Pelo amor de Deus, me faz um afago" - buscando na consulta a certeza de que realmente são pobres vitimas e merecedoras de misericórdia, mas apesar da postura derrotada e da expressão facial  sofrida, eu sentia em todas elas uma força agressiva intensa, camuflada, engolida à seco, mas que ficava nítida aos meus olhos e sentidos e me perguntava: Para onde vai toda essa raiva? Foi então que me veio o insight de destrinchar durante a consulta aquele universo submerso. 

Nada fácil... quando a cliente perguntava " O que ele sente por mim?"  Além de responder sua pergunta eu emendava à resposta também os porquês, cá entre nós, sabemos o quanto é difícil para qualquer pessoa aceitar e encarar seus erros, defeitos e deslizes, mas eu senti uma intuição muito forte de que precisava insistir em trazer a tona tudo aquilo que se escondia por trás daquele sentimento de vitima e foram realmente incríveis as descobertas, assustadoras no início com a negação, depois a aceitação com frustração e raiva e por fim o entendimento com as lágrimas e o alívio.

O que eu aprendi? Toda vez que nos vitimizamos colocamos sobre os ombros todo o peso daquilo que escondemos: culpas, responsabilidades, medos, fraquezas... tudo dentro de um imenso saco invisível que carregamos inconscientemente e pesa muito, os ombros cedem. A gente não quer olhar para esse saco, nem tão pouco saber o que tem lá dentro, preferimos carregar o peso e continuar acusando tudo e todos, menos nós mesmos. Ficamos cansados, oprimidos, exaustos porque queremos que alguém tire de nós esse peso, a dor não é nossa, foi o outro que colocou aqui, foi o outro que me deixou assim e isso traz a agressividade, a revolta, a ira.

Porque será que acontece a rejeição? Será que a culpa realmente é do outro? Será que o ser rejeitado nunca fez nada de errado mesmo? Penso que um relacionamento sempre se baseia no comportamento de duas pessoas, quando as coisas boas acontecem é por conta da ação de ambos e porque não seria igual quando ocorrem situações difíceis? É muito cômodo depositar no outro a culpa por ter caído num buraco, mas que tal assumir sua parcela de culpa também e sair por alguns momentos dessa postura de vitima?

Se a pessoa te rejeita esteja certo(a) de que você teve atitudes ou comportamentos que provocaram isso. A vida funciona em forma de trocas energéticas, quem emana valor consequentemente é valorizado, quem emana baixa auto-estima e insegurança faz com que os outros o sintam fraco e o tratem com desvalor. Nenhuma pessoa permanece impune às respostas da vida, por isso os convido a refletir no que andaram fazendo, oferecendo ou demonstrando ao outro para que assim entendam os porquês de tudo.

Lamentações e queixas nunca levaram alguém a lugar algum, só servem para te afundarem mais ainda neste buraco que se permitiu cair. Quem se lamenta apenas consegue provocar pena nas pessoas e isso é péssimo! Não tem sentimento mais decadente, pois te diminui, te anula e te desvaloriza. Quer sair da rejeição? Reveja suas posturas.

Não é simples mostrar os monstros, não é simples enxergar, mas esse exercício com meus clientes me serviu muito para entender melhor sobre a rejeição e suas nuances e principalmente me fez ver que vale a pena ir além, ir a fundo na intuição e que as pessoas muitas vezes precisam que alguém lhes acenda uma vela.

Uma consulta de tarô não pode ser simplesmente feita de perguntas e respostas, se limitar a apenas responder o que o cliente pergunta, o impede de ver além, o impede de receber o que o universo tem para ofertar e continuo cada vez mais firme com o pensamento de que o tarô é uma ferramenta terapêutica e o tarólogo, o profissional dotado de ferramentas de conhecimento, intuição e ética, o elemento fundamental para levar as pessoas a uma viagem interior.






9 de jun de 2015

Em sua vida tem um Rei de ouros?


Ao contrário do que muito se fala a respeito do Rei de ouros no tarot, não o considero apenas um materialista, sério e focado na sua vida financeira e seus bens.

Nesta figura tirada do tarot místico, temos um rei de ouros de semblante mais suave, porém ainda mantendo um certo ar de  imponência, suas vestes impecáveis mostrando sua preocupação com a aparência, mostrando suas riquezas tão bem ilustradas em sua coroa, pulseiras e na moeda que traz na mão, enfim, será o rei de ouros um exibicionista?

Pensando a respeito desta colocação logo me veio a imagem de Gatsby, já assistiram o Grande Gatsby? - Recomendo. Interpretado brilhantemente por nosso queridíssimo DiCaprio. O personagem, um homem bilionário, elegantérrimo, sofisticado, cheiroso (eu penso que é), que faz do seu dinheiro aquilo que bem quer, promove festas badaladíssimas, com muita gente importante e bonita, ele gosta de brilho, de show, de tudo que encante os cinco sentidos, não apenas dele, mas das pessoas que ele conhece. 

Ele é um rei de ouros moderno que não mede esforços para fazer tudo aquilo que seu dinheiro pode ofertar apenas para agradar a mulher que ele ama. O rei de ouros é romântico, mas um tipo meio diferente porque ele tem uma extravagância que chega a ser charmosa e ao mesmo tempo assustadora - ele é capaz de fazer loucuras!

Assim como Gatsby tem como pano de fundo um grande amor, o mesmo acontece com o rei de ouros da carta do tarot místico, ele traz na mão direita uma moeda de ouro em forma de coração, o que representa seu universo sentimental e para ele, a conquista se dá na demonstração das riquezas que ele pode oferecer para a sua amada. Muitas mulheres vão pensar agora " Quem me dera um rei de ouros na minha vida". Até agora falei da parte boa, mas o anjo sempre vem acompanhado do diabinho, não é mesmo?

Esse rei é mimado, afetado, chato e se acha o dono do mundo, claro né? Nasceu no berço esplêndido, sempre teve tudo o que quis ao seu dispor - suas vontades são uma ordem, senhor! 


Esse rei quando ama, mostra seus sentimentos por meio das suas posses, vai oferecer os melhores restaurantes, as melhores viagens, melhores perfumes e olha que tem muito rei de ouros pé de chinelo, hein? O cara não tem onde cair morto, mas tem uma pose que faz qualquer um pensar que ele mora num castelo europeu, esse rei que é de ouros, mas não tem ouro nenhum, vive de aparências, pode ser falido, mas só anda de carrão e come caviar. O que me fez recordar mais uma vez do nosso adorável DiCaprio( Não que eu seja tão fã dele, mas coincidentemente ele fez esses dois papéis muito bem!), no filme Prenda-me se for capaz.
Ele é falido e se transforma num tremendo vigarista, com suas peripécias armando golpes, ganhando dinheiro, frequentando grandes festas e mostrando-se ser um rei de ouros.

Toda moeda tem duas faces, inclusive essa de ouro!

Se em sua vida tem um rei de ouros, das duas uma: ou ele tem de fato muita grana ou ele vive mostrando que tem. Nas duas situações a amada do rei de ouros sempre sai ganhando porque ele se desdobra para satisfazer as vontades dela, então mesmo que ele seja um duro, quando estiver com a mulher que ama nunca vai permitir que ela deixe de ter o que ele acredita ser o melhor, mesmo que ele tenha que viver fugindo da polícia, do fisco, dos banqueiros, das cobranças de cartão de crédito, multas e mais multas... etc.

Então? Em sua vida tem ou não um rei de ouros?



consultas de tarô online


Você é uma Princesa de Espadas?

O naipe de espadas sempre traz uma energia muito forte de raciocínio e poder mental, portanto, essa princesa tem essas características marcantes. Ela foge do convencional, possui uma alma guerreira, tem convicções, propósitos e ideias pelos quais ela costuma lutar. 

A princesa de espadas sabe da sua posição e por ser mulher não aceita se subjugar e aceitar antigos conceitos que a prendam ou a condicionem a ser uma mulher à espera de seu príncipe, ela não é sonhadora, nem muito romântica, ela é prática e gosta de agir.

A princesa de espadas carrega em si o masculino e o feminino de forma que se sente muito confortável transitando por esses universos. Ela planeja, administra, calcula e age ao mesmo tempo que nutre em si a doçura e a feminilidade que despontam em momentos únicos e para poucos.

Ela deseja ter ao lado um príncipe com honradez, com fortes ideais, um homem com quem possa se conectar mentalmente. Ela prefere os inteligentes, perspicazes e audaciosos. É uma princesa que não se prende a luxos, grandiosidades e riquezas, ela valoriza o caráter, a capacidade de liderança e negociação e a coragem, portanto, ela não se desdobra com presentes lindos e caros e nem com demonstrações exageradas de afeto. Geralmente ela nunca é escolhida, pois é ela quem escolhe seu par e não teme tomar inciativas, quando quer vai atrás, é auto confiante o suficiente para falar o que quer e espera, geralmente é direta, sem rodeios, nem floreios. Se o homem que ama não a corresponde, ela sofre sim, mas tem o entendimento de que nem todas as batalhas são feitas para ganhar e sabe como perder, com altivez e até mesmo uma aparente frieza, sai de cena e segue adiante, mas quando ama e é correspondida, a princesa de espadas é parceira, amiga, companheira em todas as batalhas e nos momentos de amor é tão intensa quanto a força de sua espada, pois ama livre de preconceitos, liberta de moralidades, pois é uma mulher à frente no seu tempo.

A princesa de espadas não é dondoca, detesta mimos. É mulher que trabalha, estuda, pensa, planeja. Geralmente as princesas de espada não gostam das prendas domésticas, mas a fazem porque sabem que alguém precisa fazê-las. Gostam mesmo é de alimentar o intelecto.










19 de mai de 2015

Tarólogos online e os sites de tarô

Comecei no atendimento online cerca de uns quinze anos atrás, quando atendia pela internet apenas clientes distantes de outros estados e países. Na época não usava o skype e o atendimento era via MSN ou por e-mail. Me recordo que no início havia uma grande resistência por parte das pessoas em se consultar à distância, não era algo que inspirasse segurança e a maioria das pessoas desconfiava bastante. 

Para poder passar aos clientes mais credibilidade no meu trabalho, fazia questão de atender com a webcam, eu queria que a pessoa me visse e de algum modo se sentisse mais próxima e outro detalhe muito importante é que minhas consultas nunca foram menor que trinta minutos, sempre me recusei a atender um cliente de forma tão rápida, pois no meu entender como terapeuta, uma consulta de quinze minutos ou menos, não pode oferecer qualidade porque não há tempo suficiente para explicar, orientar e se aprofundar nas questões colocadas. Sou da opinião de que se é para fazer de qualquer jeito, melhor não fazer! Meu cliente merece o melhor de mim e disso não abro mão.

Atendimentos via chat, skype, por e-mail, obviamente que FUNCIONAM! Não é a distância e a metodologia que influem, o que pode influir é a capacidade, entendimento e envolvimento do tarólogo. 

Certa vez uma cliente me contou que se consultava num desses sites de tarô, pediu uma consulta de quinze minutos e no meio da consulta a cliente pediu para que a taróloga abrisse sua webcam, pois ela queria acompanhar a triagem das cartas e a taróloga, depois de algumas tentativas em abrir sua cam, disse que estava com problemas técnicos, não conseguia abrir, mas de repente em um dado momento a imagem apareceu e a cliente viu a taróloga comendo um sanduíche enquanto a atendia, certamente essa taróloga não se deu conta de que sua cam estava aberta. A cliente ficou horrorizada, sentiu-se muito ultrajada, pois a taróloga digitava sem mesmo estar consultando as cartas, estava comendo na frente do computador. Educadamente, a cliente encerrou a consulta e nunca mais procurou esse site e muito menos essa "profissional".

Claro que esse comportamento citado acima não pode ser generalizado, mas serve como alerta para que busquem cada vez mais, qualidade. Lembrem que uma consulta muito curta, de dez, quinze minutos, pode ser mais barata, mas em contra partida, ineficaz. É importante sempre saber quem está do lado de lá da tela, conhecer a pessoa que te atende, buscar referências para sentir segurança e desta forma não ver seu dinheiro indo embora por nada.

Eu entendo que um profissional do tarô não pode apenas responder suas perguntas, precisa orientar, direcionar, mostrar as cartas que está tirando e oferecer esclarecimento.

Já tive a oportunidade de conhecer vários sites de atendimento com tarólogos e são raríssimos, muito poucos mesmo, aqueles que considero sérios.

Pesquisar é importante! Perguntar é fundamental! E desejar qualidade é essencial!












14 de mai de 2015

Você costuma alimentar fantasmas?

8 de espadas
Esta carta representa a negação da realidade, quando simplesmente escolhemos acreditar naquilo que nossa mente nos condiciona a olhar. A mente criou os fatos, existe a idéia de que tudo está acontecendo exatamente como a mente nos mostra e nos colocamos aprisionados dentro desses pensamentos. Na mente nos encontramos numa tempestade e nem se quer nos damos conta de que fora dela, tudo está calmo e em paz.

Os fantasmas surgem porque essa carta nos coloca dentro de um estado de cegueira, onde não conseguimos ver além daquilo que os medos, traumas e imaginação criam. Tudo é caos, frio e difícil e se torna ainda mais denso à medida que  passarmos a acreditar mais nesses fantasmas.

O estado emocional enfraquecido torna as pessoas mais suscetíveis a viver nesse estado de "cegueira", pois a desordem emocional traz consigo a desordem mental, embaralhando realidade com imaginação.

Relacionamentos em que um ou ambos são extremamente ciumentos e possessivos, nota-se facilmente esse tipo de comportamento, onde há medo, desconfiança, sentimento constante de insegurança, necessidade de controle da vida do outro. Isso porque em relacionamentos assim sempre há alguém com medo de ser enganado ou traído, o medo é tanto que qualquer gesto, palavra ou comportamento suspeito do ser amado, pode ser um motivo muito forte para acreditar no pior e antes mesmo de ponderar, a pessoa já duvida e começa a criar fantasmas na mente que irão crescer e crescer, tornando-se tão intensos ao ponto de fazer a pessoa acreditar neles e não mais na realidade. É um distúrbio psicológico, sim e emocional também que leva muitos relacionamentos ao desgaste e até mesmo é a causa de vários crimes passionais.

A mente nos prega peças! Analisar os fatos com os pés bem fincados no chão é sempre a melhor estratégia, quando a dúvida surge a clareza se faz necessária e essa clareza não vem dos confins de uma imaginação fértil, vem dos olhos bem abertos e focados na verdade, vem do diálogo colocado de peito aberto, vem do entendimento dos porquês, do olhar mais atrevido que descortina o que há por de trás de cada gesto.

Todos nós em algum momento criamos fantasmas, mas precisamos ter a noção de discernir que eles são obra do imaginário a partir do momento em que começarem a nos travar diante da vida, esse é o momento certo para refletirmos: "Isso não pode ser maior que eu, algo tem de errado aí!"






9 de abr de 2015

Vamos entender melhor a lei da atração?


Como você está se sentindo hoje? Como você vem se sentindo ultimamente, no decorrer desse ano? Como está sua vida e as situações em sua volta? Está satisfeito com os resultados que vem alcançando? E sua vida financeira está como deseja? Seu coração... seu amor, seu relacionamento está te trazendo felicidade?

Entenda que tudo que ocorre na sua vida, não é por acaso. Nós atraímos as pessoas, as situações e todas as coisas que hoje vivenciamos são respostas que o universo nos manda para as nossas intenções. Então preste muita atenção nas suas intenções, no que sente, no que pensa, no que vibra...

Sabemos que o rege o universo é a energia e somos feitos da mesma energia que criou tudo  o que existe no universo. Nossos pensamentos e sentimentos são as maiores fontes de energia que possuímos e nessas fontes se concentra todo o nosso potencial de criação da realidade.

Uma mulher de 65 anos, sentia dores terríveis na cabeça por mais de 20 anos, depois de uma série de exames desde os mais simples aos mais complexos, constataram que ela não sofria de nenhuma doença que pudesse explicar as dores que sentia, ela então foi buscar ajuda psicológica. Enquanto conversava com ela se descobriu que ela sentia muito medo da morte, medo que veio desde quando era criança, aos seis anos de idade, quando viu sua mãe falecer devido a um tumor cerebral. Ela contou que se sentia agoniada ao ver a mãe que ela tanto amava, sofrer, sentindo dores na cabeça. O que constataram foi que essa mulher por amar tanto sua mãe, acabou inconscientemente trazendo para sua vida adulta as energias mais fortes que ele absorveu de sua mãe, pois toda vez que ela pensava na mãe, a via sofrendo, deitada numa cama, com dores terríveis. Ela precisava transmutar essa energia densa da memória, fazendo com que os pensamentos maternos se tornassem mais suaves, mais confortáveis e positivos. O trabalho com essa mulher foi totalmente focado na transmutação das suas energias, a fim de fazer com que seus padrões de pensamentos saltassem para uma vibração mais sutil. Pediram a ela que buscasse na memória lembranças boas da mãe, momentos em que a mãe estava bem, sorrindo, brincando com ela, oferecendo o colo. De alguns momentos ela conseguia lembrar, bem poucos, mas foi com estes que conseguiram fazer a transmutação. Ela espalhou fotos da mãe sorrindo pela casa, jogou fora tudo que fosse triste ou que trouxesse lembranças negativas e de dor, passou a assistir filmes de mães felizes e carinhosas. Aos poucos ela foi percebendo que quando lembrava ou falava da mãe, se sentia menos triste, sentia menos dor e com isso progressivamente as dores de cabeça que ela sentia também foram amenizando, até que chegaram a um ponto que tinham desaparecido por completo. Foi um milagre? Não, foi a prática de um exercício diário que transmutou uma energia densa em uma energia sutil.

O universo te traz aquilo que você vibra!

Conheci uma outra mulher de 35 anos que não conseguia ser feliz no amor, todos os homens com quem ela se relacionava não a assumiam, ficavam por um tempo e depois acabavam de alguma forma saindo da relação. Ela queria mudar isso, queria usar a lei da atração para atrair um amor que a fizesse sentir feliz e realizada.

Costumo dizer que não adianta querer transformar o mundo em sua volta se você não estiver disposto(a) a transformar-se internamente. Tudo começa a partir do universo que é você.


Mudar os padrões e crenças:

Desde crianças absorvemos do meio em que vivemos determinados padrões de comportamento e de crenças que ficam registrados no inconsciente e com o passar dos anos percebemos situações do tipo: " Estou agindo como minha mãe agia.", "Estou dizendo as coisas que meu pai dizia.", "Estou sentindo exatamente o que meu avô sentia." - Acontece que muitas vezes essas repetições podem nos levar por caminhos complicados, deixando a vida tumultuada.

Exemplos de crenças negativas no amor:

1. Nenhum homem presta,
2. Achar um homem honesto é como procurar agulha no palheiro,
3. Casamentos dificilmente dão certo.

Exemplos de crenças negativas na vida pessoal:

1. Eu não valho nada.
2. Não sou digna de ser amada.
3. Ninguém se importa comigo.
4. Não mereço ser feliz.

Uma pessoa que traz em si pensamentos e sentimentos como os citados acima, em qual energia será que essa pessoa vibra? Numa energia péssima, é claro. Energia de desvalor, de depreciação de si mesma, de alguém que não acredita que possa ser feliz.




Pergunto: Qual o tipo de homem que essa mulher atrairá para a sua vida? Não é difícil de imaginar, não é? Semelhante atrai semelhante, é assim que funciona!




Essa mulher entendeu o processo e passou dia após dia a mudar seu modo de enxergar a vida, como?
Passou a gostar mais de si mesma, a se respeitar e se dar valor. Começou a cuidar da aparência, a fazer as coisas que ela sentia prazer, ela tinha o sonho de aprender tocar piano e foi! Ela queria fazer aula dança e foi fazer! Ao mesmo tempo começou a sentir que era merecedora de ser feliz no amor, sentia que iria encontrar aquele homem que a amaria, a respeitaria... Ela passou a assistir filmes de amor, com finais felizes, passou a ouvir músicas que a remetessem a sensações prazerosas e alegres, começou a pensar que existem homens maravilhosos no universo e que um deles era para ela, pensava e sentia que casamento feliz e harmonioso é real. 

Esse foi um processo de meses, com o passar do tempo ela passou a sentir essa vibração nova e boa fazer parte dela, ela não precisava mais assistir os filmes e ouvir as músicas para se sentir bem em relação ao amor, o bem estar já estava transmutado nela. E então é aqui que tudo acontece...



O universo age de formas inesperadas, não precisamos saber quando e como, ele simplesmente age e faz acontecer.


Um certo dia, ela foi almoçar num restaurante novo, recém aberto, próximo ao seu local de trabalho e lá foi muito bem recebida pelo dono do estabelecimento, foi amor à primeira vista. Fazem 6 anos que estão juntos, casados e já tem uma filhinha linda, isso tudo porque ela decidiu e se dedicou a mudar suas energias.


É assim que funciona a lei da atração, tão simples e ao mesmo tempo tão complicada porque exige sim um certo empenho e dedicação, mudar pode ser muito fácil quando se tem um propósito firme e disposição.



3 de abr de 2015

A Páscoa na carta do Julgamento

O Aeon ( O Julgamento) Tarot de Toh
Esta carta belíssima vem nos mostrar desde o momento em que uma sentença é tomada até as consequências finais deste ato, como estamos aqui nos remetendo a Páscoa, essa carta vem nos conduzir a uma viagem até o momento exato em que Cristo é julgado diante do trono de Poncio Pilatos, momento em que se cumpre uma etapa da jornada, o momento pelo qual não se pode fugir, é quando a vida chama para a prestação de contas.

Cristo sabia que não poderia escapar daquele julgamento, era seu momento crucial, seu destino estava ali sendo cumprido e apesar de todas as agruras sofridas havia Nele a consciência de que tudo aquilo era do seu merecimento, era o que realmente tinha que ser e assim aceitou, estava colhendo o que plantou, era a hora da colheita.

Esta é a carta que representa o momento em que se encara a verdade e é preciso ter coragem suficiente para aceitar aquilo pelo qual não se tem poder para mudar. É o momento da entrega, quando se adquire a consciência de que é o único caminho e por ele terá que caminhar da melhor forma que puder, afim de encontrar paz de espírito, afim de se ter a certeza de que cumpriu com uma missão e que é preciso se redimir de seus pecados, aceitando o julgamento e a punição com a certeza que sairá da situação renovado, limpo, reconstituído ( A ressurreição).









31 de mar de 2015

Carta 5 de copas- quando as perdas acontecem

Essa imagem do 5 de copas veio muito à calhar para a mensagem que quero passar hoje. Os naipes, todos de um tarô, dificilmente manifestam um único significado, é uma variável infinita de sensações e reflexões que nos convidam a viajar pelos arcanos num mar de significados que irão se encaixar com a situação que vivenciamos naquele momento. Hoje, para mim, esta carta traz uma representação e simbologia que talvez ontem não trouxesse.

A primeira coisa que notamos nesta carta é o semblante desolador da moça, esse sentimento vindo das perdas, pois as taças caídas e vazias representam os recursos derramados, gastos, perdidos...

Os pássaros voando na altura da cabeça representam todas as idéias, planos e objetivos indo embora, se afastando da mente, fugindo daquilo que antes poderia ser um possibilidade.

Essa é a sensação que nos toma quando nos deparamos com as perdas, momento de paralisação em que o choque não nos permite raciocinar, tudo parece perdido, destruído e sem solução.

A mensagem mais profunda desta carta está representada na taça que não caiu totalmente, ficou uma sobreposta sobre outra e nessa taça ainda contém o líquido que não foi totalmente derramado. Ainda há alguma esperança, ainda existe um resto de força, de energia, uma possibilidade de recomeçar. O grande problema é que na maioria das vezes, diante de uma situação desoladora, temos a tendência de apenas enxergar o pior, vemos apenas as taças vazias e caídas, tudo se perdeu... 

É importante tentarmos manter um olhar mais positivo mesmo diante dos momentos mais tristes porque se observarmos melhor a situação, se não nos deixarmos levar pelas emoções tristes e dolorosas, conseguiremos encontrar uma solução no meio do caos e a dor então será menos intensa.





25 de fev de 2015

Amarração para o amor?

O casal não está bem, por algum motivo o relacionamento ficou confuso e complicado, pode ter acontecido uma separação ou já caminha para isso. Tudo fica ainda pior quando uma das partes sofre e sem saber o que fazer o desespero chega chutando a porta da prudência. Alguma coisa precisa ser feita, essa situação tem que se resolver de qualquer jeito! Não posso perdê-lo(a)!

É nesse momento que a pessoa então repleta de medos e em agonia vai em busca de alguém que possa "dar um jeito" em seu problema e procuram pela AMARRAÇÃO.
Primeiramente eu preciso dizer que cada um é livre para fazer o que bem entender, para seguir pelos caminhos que acreditar serem os melhores, mas é importante saber que todos os atos tem suas consequências, ninguém está livre disso, ninguém!

O Primeiro ponto que quero comentar é o comprometimento espiritual - Numa amarração, dessas que fazem por aí em todos os cantos, envolvem-se muitas energias, envolve-se a espiritualidade essencialmente. São entidades dos mais diversos níveis que se comprometem com a energia das pessoas que serão amarradas e isso é coisa muito séria, gente! Não quero assustar ninguém, mas sentir algum medo é saudável porque ao menos te faz ponderar a respeito. Ter a energia comprometida com as entidades é uma forma também de te amarrar à elas e se você conseguir ter seu amor de volta, ele não virá só, junto com ele virão sobre você todas essas forças que foram utilizadas no "trabalho" e as consequências disso são várias, problemas de saúde, confusão mental, distúrbios na família e obsessões. Falo isso com propriedade porque já presenciei inúmeros casos assim e acreditem, para desfazer esses trabalhos é muito difícil e muitas vezes não se desfaz.

O segundo ponto é entender o quanto você se menospreza, o quanto não acredita em si mesmo(a) e o quanto você se diminui diante do seu próprio espelho "apelando" para uma amarração, sinceramente, um ato desses não lhe parece desespero demais? Não lhe parece humilhante querer obrigar alguém a estar com você? Não é lamentável demais saber que a pessoa não está com você porque realmente te ama e te quer e que tudo é uma grande armação espiritual? O universo é sábio, a vida é sábia e nada acontece em nossas vidas que não seja aquilo que mereçamos, é importante que se pense que quando a vida nos separa de alguém, mesmo que doa, mesmo que seja muito triste, não é por acaso, existe um mistério maior do que nossa compreensão pode alcançar por trás de tudo. 

A vida funciona em ciclos: nascimento, crescimento e morte, isso ninguém pode mudar. Esses ciclos se manifestam também em nossas vidas com começos, meios e fins. Quando um relacionamento termina ficamos com a sensação de morte dentro de nós porque realmente houve uma morte, houve um fim e precisamos aceitar o fim, da mesma forma que aceitamos os começos porque senão iremos nos debater com a vida, lutar contra essa força que é uma lei divina, é uma luta em vão, na qual o único resultado que se pode ter é o fracasso.  Digo isso tudo porque seria também de nossa natureza divina lidarmos com a morte e com a separação com a aceitação de um fim de ciclo e com a compreensão de que haverá um renascimento porque a morte mesmo que seja trágica, não nos deixa no vazio, existe a promessa de uma renovação, de um recomeço.

A amarração no amor é um comportamento de quem rejeita o que a vida está manifestando sem ao menos pensar a respeito ou observar as outras oportunidades que surgem. Quando a vida diz não é porque alguma coisa de errado você está fazendo, é porque está agindo com energias contrárias àquelas que te favoreciam, é porque está tapando os ouvidos e os olhos para aprender a mudar seu modo de pensar, seu modo de agir e de sentir as coisas. A vida não lhe nega nada, mas quando ela diz não é porque você está desviando do caminho que poderia te levar até seu objetivo.

Afirmo que a melhor amarração que existe vem do amor, primeiramente do amor por si mesmo(a) que faz com que você brilhe, pois é com seu brilho que atrairá o amor para sua vida, é com esse brilho que representa a luz do sol que atrairá admiração do ser amado. Você precisa brilhar! É dessa forma que o amor surge, que a felicidade se manifesta e que o relacionamento se estabelece em verdades e sentimentos sinceramente trocados.

Se você quer que seu amor se amarre em você, trabalhe sua auto estima, seu poder de sedução, traga de dentro de você aquilo que possui de belo e exponha ao mundo.

Sei que muitas vezes você nem sabe as qualidades que possui e muito menos como colocar tudo isso para fora e fazer seu brilho acontecer, mas eu estou aqui para te ajudar nisso, ok? 

Você precisa fortalecer suas bases, se libertar de medos e negatividades e deste modo sua energia limpa e desbloqueada, deixa livre o caminho para ativar suas características marcantes.

A Mesa Radiônica juntamente com a astrologia pode ajudar muito! 

Tenho uma terapia chamada 


Neste tratamento que é realizado em 3 sessões, você terá sua energia equilibrada, libertação de traumas e medos, ativação da energia da sensualidade, criatividade e feminilidade, juntamente com seu mapa astral iremos ver as áreas que precisam mais atenção para que seu poder pessoal ganhe força e analisando o mapa astral do ser amado iremos entender de que maneira ele gosta de amar, como ele quer ser conquistado e como chegar ao coração da pessoa.

Amarração para o amor? Não caia nessa de se envolver com energias de entidades, confie em si mesmo(a), você pode conquistar o amor que deseja!






Drika Gomes taróloga

23 de fev de 2015

O Enforcado arcano 12

Embora este arcano não seja visto com muito bons olhos, ele é repleto de simbologias e significados profundos. Todas as cartas do tarô precisam ser vistas como uma moeda que tem duas faces; existe o lado yin e yang de cada arcano e é importante que saibamos compreender os seus dois lados, pois somente assim conseguiremos viajar pelo arcano de maneira íntegra, conhecendo seus detalhes, suas vias, seus becos escuros e suas lindas praças arborizadas, por isso os convido agora para viajarmos dentro do Enforcado, vamos nessa?

Por quê essa figura é representada com um pessoa de cabeça para baixo, pendurada pelo pé e representando o número 4 também de cabeça para baixo com suas pernas?

Hoje quero colocar os aspectos psicológicos desta carta, afim de que possamos refletir a respeito de cada movimento do arcano. O primeiro aspecto a observarmos está no fato do "enforcamento" pelo pé. Sabemos que de fato a morte apenas acontece por meio de um enforcamento comum, ou seja, pelo pescoço, o que nos leva a entender que a figura da carta não queria se matar ou quem a colocou nesta condição não deseja sua morte, então qual a real intenção?

O Enforcado representa as situações ou emoções que de alguma forma nos mantém aprisionados, causam sofrimento, desgaste, mas que por alguma razão nos permitimos e aceitamos permanecer nela por acreditarmos que é um sacrifício válido, que cada gota de suor ou de sangue derramado compensa em prol de um propósito maior.

O número 4 invertido representa uma ordem, uma estrutura, uma certeza que foi posta à prova, uma inversão de valores e também representa que o quadrado fechado do 4 que simboliza nosso fechamento diante da vida (egoísmos, crenças, limitações) sendo de uma forma dolorida, sacrificada, ou seja, o indivíduo se deixou desapegar de suas limitações, mesmo sentindo dor, optou por essa situação.

Existem muitas situações na vida de uma pessoa que o arquétipo do Enforcado se encaixa:
Naquele emprego que não se gosta, mas se é obrigado a ir todos os dias, se sacrificando porque mesmo sendo ruim é dele que se tira o sustento para a vida;
Nos cuidados com aquele parente doente que precisa de atenção e cuidado constantes, é cansativo, te prende, te priva de viver sua vida como gostaria, mas você pensa que é por um bem maior, que é válido;
Naquele relacionamento desgastado, difícil, repleto de conflitos onde se permite continuar, apesar de todo o mal que sente, mas permanece porque tem interesses maiores que seu desconforto.

O arcano 12 quando aparece para significar a personalidade de alguém revela um ser altruísta, que muito facilmente esquece de si, preferindo servir aos outros, alguém que se dedica a uma causa, a algum propósito em nível humanitário. Revela a personalidade de um ser que não se valoriza como deveria e que se esforça muito para agradar aos outros porque ele acredita que é assim que o amor se manifesta, na doação e espera ser retribuído, que haja um agradecimento, reconhecimento e que as pessoas o vejam como alguém grandioso por sua capacidade de ignorar a si mesmo em prol de outro ou outros.

Nos relacionamentos uma pessoa que tem o arcano Enforcado, como representante da personalidade, sempre quer fazer de tudo pelo parceiro, passa a viver a vida do ser amado como se fosse a sua, se doa e se anula. Age desta forma porque não consegue sentir valor em si mesmo, consciente ou inconscientemente sentem-se perdidos e sem motivação quando precisam conviver consigo mesmos e por isso não suportam a solidão.

O lado positivo do Enforcado está na fé, na predisposição de auxiliar o próximo, no seu gesto de abandono de si mesmo em busca de um propósito maior. O Enforcado representa os voluntários, os enfermeiros, os cuidadores, é alguém com quem se pode contar num momento difícil.



Drika Gomes taróloga