27 de out de 2015

O tarô e os relacionamentos doentios


 Ciúme, desconfiança, possessividade, medos, controle e cobranças mil!!

São esses os famosos "sintomas" quando a doença se instala no relacionamento. Numa ponta do  ring tem um alguém que se sente atormentado, repleto de medos, com a sensação de que está sendo enganado e junto disso tudo vem a triste e miserável companhia do sentimento de inferioridade que traz medo e insegurança, pois é quando a pessoa acredita que ela é tão pequena e sem importância que o(a) parceiro(a) pode facilmente se interessar por outro alguém e cometer uma traição. Na outra extremidade deste ring tem alguém que sente cansado, sufocado e que vive sob uma pressão tão forte que não sente mais prazer em estar perto do opressor, alguém que se sente extremamente irritado, pois tudo que diz ou não é válido ou pode ser interpretado de uma forma totalmente errada, tendo suas palavras usadas contra si na maioria das vezes. Pergunto: Numa luta dessas pode ter vencedor? - Claro que não, os dois perdem!

Sabemos que de acordo com as leis do universo os semelhantes se atraem, portanto, num relacionamento doentio, quase sempre o casal sofre dos mesmos males, pois já vi acontecer inúmeras vezes que quando a parceira era a opressora o parceiro se submetia às opressões, ou seja, de algum modo ele alimentava nela esse comportamento, oferecendo à ela sempre motivos para que ela desconfiasse e continuasse dentro desse padrão doentio. Um caso de dependência emocional de ambas as partes: ela desejando o controle e ele "gostando" de ser controlado. 

Tenho para contar um caso muito interessante de um casal que conheci, ela era extramente ciumenta e sofria com suas desconfianças e falta de fé em si mesma e baixa auto-estima, veio se consultar comigo, por meio do tarô a orientei e mostrei seus pontos fracos e fortes, onde e como ela poderia melhorar como pessoa, ganhar mais força e ter mais luz. Fez tratamentos comigo de mesa radiônica e num prazo até que considerado curto ela conseguiu se fortalecer, se tornou uma mulher de mais atitude, passou a ter mais fé em si mesma, sua auto-estima melhorou tanto que todo aquele ciúme e perseguição que existia no relacionamento deixou de existir e ela então passou a se sentir mais feliz, mais tranquila, cuidando de si mesma, da família, do seu trabalho, amigos. Acontece que alguns meses depois essa pessoa retorna ao meu consultório dizendo que não estava mais suportando o parceiro porque agora era ele quem ficava a controlando, ligando para ela dez vezes por dia, querendo saber onde estava e com quem, desconfiando dela, seguindo os passos dela e a vigiando como se ela fosse uma criminosa. Ele era tão inseguro quanto ela e de algum modo enquanto ele se sentia perseguido ao mesmo tempo se sentia mais seguro, pois as cobranças e ciúmes da parceira davam a ele a certeza de que ela o queria, de que ela o desejava e que dedicava à ele (mesmo que de forma doentia) boa parte do tempo que ela tinha, isso dava a ele "tranquilidade", ela o irritava com as reclamações, chantagens e brigas, mas eram nesses comportamentos que ele sentia segurança dos sentimentos dela e sendo assim ele sabia que ela não iria ter olhos para outro. No momento em que ela mudou o comportamento e passou a confiar mais nela mesma, não mais demonstrando ciúme, nem sentimento de posse, esse homem se desequilibrou, ele perdeu a sustentação e literalmente trocou de lugar com ela. Essa minha cliente quando me procurou pela primeira vez havia comentado a respeito desse circulo vicioso que mantinham há vários anos; quando não era um o ciumento, era o outro, mas sempre com brigas, com desgaste e ofensas e ela queria "se curar" da doença e de fato foi curada, mas o problema ainda existia no parceiro, que por sua vez, mesmo com o tratamento de radiônica que fizemos à distância para ele, não conseguiu e não quis mudar ( a pessoa precisa querer mudar)  foi então que ela, equilibrada e forte, entendeu suas reais necessidades e pôde então fazer uma escolha de vida de forma sensata e inteligente, ela entendeu que aquele não era mais o tipo de relacionamento que ela queria e de forma muito tranquila ela saiu desta relação doentia e meses depois eu soube que ela estava num novo relacionamento, muito diferente e satisfeita.

Os relacionamentos doentios cansam, minam as energias e não trazem absolutamente nada de bom. Para sair de uma situação dessas é preciso ter vontade de mudar, é preciso arregaçar as mangas e pensar: - Vou em busca da minha felicidade!

A consulta de tarô sempre mostra as causas, os motivos reais de se estar passando por uma determinada situação e os tratamentos terapêuticos associados como: numerologia, mesa radiônica, terapia com cristais, terapia do equilíbrio dos chakras, são indicados para sanar o problema e trazer à sua vida a serenidade e equilíbrio que precisa.

É importante chegar ao entendimento primeiro para depois haver uma tomada de atitude.










26 de out de 2015

O diabo de cada um de nós

O diabo de cada um de nós

Será o diabo uma representação do mal? Vamos entender melhor o significado deste mal?

Escolhi essa imagem na internet, pois traz justamente a visão que quero comentar aqui, afinal, a figura do diabo na mente das pessoas é em geral de um monstro horrendo e chifrudo, algo assustador, que nos mete medo e faz com que a gente deseje estar muito longe dele.

Olhem só para esta figura, não é tão assustadora assim, é? Vejam que homem sarado, sexy e que me mostra um poder instigante e uma força máscula que chama a atenção... É ou não é um sujeito bem atraente?

Quero salientar que me refiro aqui a imagem mítica do diabo, sem colocar em questão religiões ou qualquer outro tipo de dogma que a ele se refere, é uma visão do diabo, segundo seus muitos significados na psicologia e na mitologia do tarot. 

Quero muito desmistificar um pouco os receios de muitos que observam o diabo apenas como um elemento negativo que deve ser expulso, aniquilado, exorcizado de nossas vidas, mas preciso dizer que não é nada inteligente arrancar de nós esse ser que faz parte de tudo que somos porque ele está integrado à nossa essência. É ele que rege nossos impulsos, nossos desejos, nossa libido, nossa fome em todos os sentidos da vida, é ele que nos proporciona o prazer. Viver sem ele é como viver sem entusiasmo, viver sem tesão e sem recompensas, entendem?

O equilíbrio é sempre a chave mestra para tudo na vida e isso vale pro nosso diabão também. Se dermos a ele total liberdade e deixarmos ele dominar nossas vidas, então ele vai fazer uma perfeita festa de arromba contigo, vai te colocar em muitas ciladas e isso não vai ser nada legal. Então, vamos dar a ele um espaçosinho, mas controlado, ok? É preciso pensarmos nesse nosso diabo interno como se ele fosse uma criança que não tem ainda noção do certo e do errado, que ainda não sabe o que é moral ou imoral, o diabo é desvairado, hein? Ele só quer prazer, diversão, luxúria. É uma energia egocêntrica, então ele não vai querer favorecer ninguém, não tem piedade, tudo é pra ele e por ele. É a nossa consciência que vai guiar esse diabo interno, é  o seu discernimento que vai dizer ao seu diabão gostoso aí o que ele pode e não pode fazer, com isso, deixando ele se manifestar durante a vida, conseguimos nos manter inteiros e vivos!


É o  nosso diabo interior que se manifesta quando nos apaixonamos, é ele que se mostra quando nos lançamos aos prazeres em todos os aspectos, é ele que vem quando a autoestima começa a crescer e dá aquela vontade de cuidar do corpo e de se achar mais atraente. É ele que manifesta quando estamos exalando sensualidade por todos os poros e quando estamos desejando obter ganhos, lucros financeiros, ganhando dinheiro. Olha só como tem coisas boas que ele faz por nós.

Aqueles que exorcizam seus diabos, podem reparar, são pessoas mal humoradas, deprimidas, apagadas e sem graça, claro, né? Tire todo o prazer de sua vida e veja como vai ficar. Vai ficar parecendo uma manga chupada e seca!

Quem cuida do seu diabo são pessoas atraentes, envolventes, que se cuidam e estão sempre vivendo a vida, se apaixonando por pessoas, trabalho, situações e que movimentam suas vidas  em vários sentidos fazendo a roda girar. Acontecem sempre coisas novas e diferentes e costumam parecer jovens de alma e de aparência.

Pense bem em como anda tratando essa energia em você. Deus faz parte de nossa essência também, a nossa partícula divina - texto para outro artigo. As duas energias em nós são importantes, se complementam como yin e yang, o dentro e fora, o claro e o escuro. Viver apenas com um e sem o outro faz com que a gente fique aleijado energeticamente.



Taróloga Drika Gomes



Será só imaginação? - A carta da Lua

Quero falar hoje um pouco a respeito das nossas fantasias, nosso mundo imaginário e da capacidade que temos de criar sonhos e ideais e que pode, sim, ser uma armadilha quando passamos a acreditar mais nos sonhos do que na realidade.

A carta da Lua no tarot, além de vários outros significados, vem trazer também a mensagem de algo que nos inebria e encanta, daquilo que nos leva para um estado de êxtase e nos coloca em contato com nossas ilusões mais profundas.

O aspecto da Lua surge em nós toda vez que nos apaixonamos, aquela fase inicial em que tudo é lindo, mágico e perfeito, nada mais é do que um estado de ilusão que nos fascina. É natural que uma pessoa apaixonada veja o ser amado como alguém perfeito, uma pessoa especial, a alma gêmea... Geralmente, o que ocorre é que a pessoa não é tudo isso, o que acontece é que o apaixonado projeta no outro as imagens das suas fantasias, das suas expectativas, dos seus desejos mais lindos e intensos.

A Lua coloca em nosso olhar uma magia que enfeita de estrelas e luzes brilhantes o mais comum dos seres e nos faz acreditar que é a realidade, mas é bom se iludir, é bom sonhar, é bom se encantar... se não fosse tão bom não iríamos nos sentir tão felizes e plenos, não é mesmo? O perigo da Lua é quando não permitimos que o encantamento passe, pois a Lua tem fases e precisamos deixar que essas fases aconteçam e nos conduzam para o caminho da próxima carta do Tarot que é o Sol, que traz a clareza, o discernimento, a visão nítida da verdade de todas as coisas.

Viver a ilusão é natural e faz parte do nosso processo de evolução, mas viver de ilusão é prejudicial, nos bloqueia, nos cega e limita nossos passos para o crescimento e entendimento da vida.

Vive a ilusão quem se apaixona, se encanta, mas com o passar do tempo percebe que o ser amado também tem falhas e dificuldades, que é humano como nós e assim o aceita e compreende ou então se desencanta e finaliza o processo da ilusão.

Vive de ilusão quem vê no outro uma divindade, um ser perfeito, magnético e especial, alguém em quem não vê erros, nem falhas, uma pessoa que julga ser muito melhor que você e quando então começa a se formar uma dependência.

É preciso sair do mundo da Lua. A Lua é apenas um estágio, uma passagem...

O fascínio da Lua acontece em vários níveis e diversas áreas da vida, sempre com a intenção de nos encantar, pois se não estivermos encantados não nos envolvemos, não oferecemos abertura e a vida não flui. A intenção da Lua é nos manter cativados por algo ou alguém a fim de que possamos abrir a próxima porta, escolher caminhar por um novo caminho e assim prosseguirmos nossa jornada.

O encantamento é útil e necessário, mas por um momento, pelo período suficiente que nos levou a entrar e dar os primeiros passos depois da porta e então, a vida nos convida a abrir bem os olhos e enxergar nitidamente onde estamos colocando os pés, nos oferece o Sol para clarear o caminho e assim podermos escolher se continuamos naquela mesma caminhada ou escolher abrir uma outra porta.